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Pastoral da Saúde Diocese de Setúbal




IV Encontro Diocesano da Pastoral da Saúde: a relevância dos “Sacramentos de cura” na Pastoral da Saúde

A Comissão Diocesana vai realizar no dia 12 de Fevereiro o IV Encontro Diocesano da Pastoral da Saúde, para o qual convidamos os responsáveis pelos núcleos paroquiais, assim como outros elementos que considerem por bem participar.

Convidamos também as paróquias que ainda não têm núcleos organizados da Pastoral da Saúde mas que têm o desejo de vir a constituí-los que se façam representar.
O encontro será das 14:30h até às 18:00h na Cúria Diocesana de Setúbal, Praça Teófilo Braga, nº 14 (junto ao edifício do Centro S. Francisco Xavier da Caritas).
Neste ano de preparação para o “Ano da Fé” proclamado pelo Papa Bento XVI, para o próximo ano pastoral 2012/2013, vamos reflectir sobre o desafio do Papa para este dia Mundial do Doente sobre: «A relevância dos “Sacramentos de cura” na Pastoral da Saúde».
 
PROGRAMA
14: 30h – ACOLHIMENTO E ABERTURA
14.45h – A RELEVÂNCIA DOS SACRAMENTOS DE CURA – UM DESAFIO PARA A PASTORAL DA SAÚDE
v  Helena Presas – Pastoral da Saúde da Diocese de Lisboa – Paróquia do Campo Grande.
v  Frei Hermínio Araújo, OFM – Membro dos corpos gerentes da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos para o triénio 2012-2014, e da Equipa de Cuidados Paliativos do Hospital do Mar (Bobadela-Lisboa).
  15:45h – TRABALHO EM GRUPOS
           16:15h – PLENÁRIO EM GRUPOS
17:00h – ENCERRAMENTO

 
 NOTA – Relembramos que no dia 10 de Maio se realizarão também as “III Jornadas da Pastoral da Saúde”, no Instituto Politécnico de Setúbal, das 9h às 17.30h.



Dia Mundial do Doente, Mensagem de D. Gilberto "Levanta-te e vai, a tua fé te salvou"


                                                    "Levanta-te e vai, a tua fé te salvou"

                   Jesus, ao anunciar o Reino de Deus, acolhia os doentes e curava-os, desde que acreditassem nEle. Por isso, perguntava a quem Lhe pedia a cura: 'acreditas' ou então, após a cura , dizia: ' vai, a tua fé te salvou'.

                   Esta palavra “ vai, a tua fé te salvou” põe em evidência a compaixão de Jesus pelos  doentes, o Seu poder de os salvar e a necessidade da fé em Jesus para ser curado por Ele.

                  Jesus curou fisicamente muitos doentes, mas a Sua salvação é, de outra ordem, mais profunda e indispensável. Jesus faculta ao homem amor, esperança, grandes razões para viver. O amor e o sentido para a vida são tão importantes que, se faltam, a saúde física por vezes se degrada e também acontece que, quando as razões de viver são fortes, é mais fácil a recuperação do doente. É que o homem é corpo e alma em permanente diálogo.

                   Onde pode o homem de hoje encontrar Jesus Ressuscitado para Lhe pedir que o cure ?

                   A igreja, sinal de Jesus vivo presente entre nós, tem dois belos sacramentos em que Jesus está pronto a acolher e salvar o doente: o sacramento da Unção dos doentes e o sacramento da Reconciliação ou confissão. A acompanhá-los, está a Eucaristia sobretudo na forma de Viático. São sacramentos mal conhecidos, que urge  redescobrir, pois estão ao serviço da cura do pecado e da desesperança. Estão ao serviço do doente que crê em Jesus. Por meio deles, Jesus deseja salvar o enfermo como lembra o Santo Padre na mensagem para o XV Dia Mundial do Doente que vamos celebrar em 11 de Fevereiro.

                   Queria, pois, no Dia mundial do Doente, pedir aos doentes que vejam o tempo da doença como tempo especial de (re)encontro com Jesus que salva e como tempo de crescimento na fé no Salvador. O tempo da doença não pode ser tempo perdido mas tempo de salvação. E de facto, muitas pessoas, na doença, encontram o significado da vida, a esperança e a alegria que não tinham.

                   Queria, também, neste Dia, dar graças a Deus pelas pessoas que nas paróquias cuidam os doentes: familiares, serviços organizados e voluntariado. Queria dar-Lhe graças pelas capelanias hospitalares de apoio ao doente. E peço  à Comissão  Diocesana da Saúde que  ajude os párocos na (re)organização da pastoral da saúde para que apoie mais pessoas.

                   Queria, ainda, pedir aos doentes que avisem por si ou por algum familiar ou vizinho a paróquia ou o capelão hospitalar da sua doença em casa ou do seu internamento hospitalar para que possam ser ajudados a encontrar-se com Jesus, que cura os que O procuram com fé. É necessário  melhorar a comunicação entre o doente e o pároco; entre o doente, a paróquia e o capelão hospitalar.

                   Neste Dia mundial do Doente, instituído pelo Beato João Paulo II, desejo aos doentes recuperação rápida e que o tempo da doença seja tempo de salvação; felicito os profissionais da saúde e todos os que de algum modo cuidam dos doentes; e encorajo as paróquias e as capelanias hospitalares a trabalharem  para que a salvação plena de Jesus Cristo chegue aos  doentes.

                   Implorando a bênção de Deus sobre todos os doentes e sobre os que deles cuidam , peço aos doentes que ajudem a Igreja de Setúbal a crescer na fé, na esperança e na caridade.

                   30/01/2012

                   +Gilberto, Bispo de Setúbal                      

Morte nos hospitais tem de ser humanizada


Porto, 26 jan 2012 (Ecclesia) — O padre José Nuno, capelão do Hospital de São João, Porto, defende a necessidade de humanizar a morte nestas instituições, nas quais a maioria dos portugueses acaba os seus dias e onde existe "muito sofrimento por dizer". "Não se vive bem numa sociedade em que se morre mal", refere em entrevista concedida à Agência ECCLESIA, a respeito do trabalho de doutoramento sobre este tema, que apresenta hoje.
Para este especialista, "não é possível viver humanamente numa sociedade em que se morre desumamente". "Não valia a pena gastar-me exclusivamente a abençoar e a consolar as vítimas - e todos são vítimas, não apenas os doentes que morriam, nesta encruzilhada existencial e civilizacional que vivemos em que a morte não cabe - sem, ao mesmo tempo dar o melhor de mim na tentativa de humanizar a morte", explica. Enquanto capelão, o sacerdote católico acompanhou a "transferência" dos momentos finais da vida para o ambiente hospitalar, frisando que é ali que "morrem mais de 60% dos portugueses, já de há vários anos a esta parte".
"À primeira vista, é um dado positivo: as pessoas têm acesso a cuidados de saúde, morrem assistidas,as famílias não se veem sós com o seu doente sem saber o que fazer, mas eu via o outro lado desta realidade - via como as coisas se passavam de facto e compreendi que esta visão só positiva não dizia a realidade toda, porventura não dizia o principal da realidade", alerta o padre José Nuno. "Dediquei-me a esta causa, convicto como estou - cada vez mais - que ela é causa maior de muito do mal-estar da sociedade dos nossos dias", acrescenta.
O investigador, autor de uma tese de mestrado sobre esta matéria em 2004, fala de um processo que se começa a delinear na década de 70 do século XX, de sul para norte de Portugal. Este sacerdote deseja que o seu novo trabalho "ajude a recuperar a humanidade da morte no hospital, porque a morte humanamente acolhida e vivida é a maior fonte de uma espiritualidade sadia". "O objetivo do trabalho foi tentar compreender o sofrimento do nosso tempo na relação com a morte - o sofrimento dos que morrem, o dos familiares que os acompanham ou que fogem, o dos profissionais de saúde que se veem a braços com uma realidade para que não são formados em hospitais que não foram preparados para ser o lugar de morrer da maioria", indica o padre José Nuno.
Para este responsável, a questão é "prioritária", também para a Igreja Católica, "pois humanizar é evangelizar". A tese 'A Morte e o Morrer entre o deslugar e o lugar. Precedência da Antropologia para uma Ética da Hospitalidade e Cuidados paliativos' vai ser apresentada às 15h30, no campus da Foz da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto. O júri das provas públicas vai ter a presidência do reitor da UCP, Manuel Braga da Cruz, contando com a presença do espanhol Diego Grácia, especialista em antropologia médica e bioética, bem como Daniel Serrão, para além de D. Manuel Clemente, bispo do Porto; António Ferreira, presidente do Conselho de Administração do Hospital São João e Ana Sofia Carvalho, diretora do Instituto de Bioética da UCP.
O trabalho do capelão do Hospital de São João foi orientado pelo padre Arnaldo de Pinho, professor da UCP e diretor do seu Centro de Estudos do Pensamento Português, e Walter Osswald, investigador e docente universitário na área da bioética. PR/OC

Homenagem ao padre Luis Archer


Porto, 17 Jan 2012 (Ecclesia) – O introdutor da Genética Molecular e da Bioética em Portugal, padre Luis Archer, vai ser homenageado, na Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Porto, com um ciclo de conferências.

O ciclo – promovido Instituto de Bioética da UCP - terá três conferências (19 e 26 janeiro e 8 de fevereiro) e decorrerá no Campus Foz daquela instituição de ensino com “grandes figuras da Bioética Internacional”, lê-se no site da UCP.

O padre jesuíta e cientista português Luís Archer faleceu a 8 de outubro de 2011 com 85 anos em Lisboa.

Programa:
19 de janeiro
«Bioética e a Companhia de Jesus» - Jorge José Ferrer, doutor em Teologia Moral, catedrático do Departamento de Humanidades da Universidad de Puerto Rico en Mayagüez, Puerto Rico

26 de janeiro
«La autonomía a debate» - Diego Gracia, psiquiatra e professor de História da Medicina e Bioética e Diretor de pós-graduação da disciplina na Complutense Universidade de Madrid e do Instituto de Bioética da Fundação para Ciências em Saúde

8 de fevereiro
«Natureza humana, direitos humanos e direito internacional na era da biotecnologia» - Roberto Andorno, Senior Research Fellow na Faculdade de Direito da Universidade de Zurique
LFS

Dia Mundial do Doente: Papa publica mensagem

Lisboa, 03 jan 2012 (Ecclesia) – Bento XVI publicou hoje a sua mensagem para o próximo Dia Mundial do Doente, que a Igreja celebra a 11 de fevereiro, convidando os católicos a um “acolhimento generoso” de todas as vidas, sobretudo junto dos mais “fracos”.
No documento, divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé, o Papa relaciona os “sofrimentos materiais e espirituais do ser humano”, falando num “binómio entre a saúde física e a renovação após as lacerações da alma”.
“Desejo encorajar os doentes e os que sofrem a encontrarem sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, pela oração pessoal e os sacramentos, ao mesmo tempo que convido os pastores a estarem cada vez mais disponíveis para as celebrações pelos doentes”, diz Bento XVI.
A mensagem papal sublinha, a este respeito, a presença dos padres nos hospitais, uma missão “delicada” que deve fazer deles “verdadeiros ministros dos doentes”, e centra a sua reflexão nos chamados ‘sacramentos de cura’, ou seja, a Penitência (confissão) e a Unção dos Doentes.
“O momento do sofrimento, no qual poderia surgir a tentação de se abandonar ao desânimo e ao desespero, pode transformar-se em tempo de graça para entrar de novo dentro de si próprio”, indica o texto, que tem como tema ‘Levanta-te e vai. A tua fé te salvou’, expressão retirada do Evangelho segundo São Lucas.
Bento XVI frisa a “importância da fé para os que, atingidos pelo sofrimento e a doença, se aproximam do Senhor”, acrescentado que “quem acredita nunca está só”.
“Quem, no seu próprio sofrimento e doença, invoca o Senhor, está certo de que o seu amor nunca o abandona e que também o amor da Igreja nunca falta”, escreve.
Relativamente à Unção dos Doentes [conhecida popularmente como ‘extrema unção’, embora a denominação não seja correta], o Papa espera uma “maior consideração” tanto na reflexão teológica como na “ação pastoral” junto de quem vive uma situação de doença.
“A atenção e o cuidado pastoral para com os doentes é sinal, por um lado, da ternura de Deus para quem está no sofrimento e, por outro, traz vantagem espiritual também ao sacerdote e a toda a comunidade cristã”, assinala.
A mensagem de Bento XVI observa ainda a “importância da Eucaristia”, desejando que as comunidades paroquiais “assegurem aos que, por motivos de saúde ou de idade, não podem deslocar-se aos locais de culto a possibilidade de aceder com frequência à comunhão sacramental”.
O Papa deixa uma palavra de “agradecimento”, em nome pessoal e de toda a Igreja, a quantos trabalham no mundo da saúde e às famílias dos doentes, “porque, na competência profissional e no silêncio, muitas vezes, também, sem mencionar o nome de Cristo o manifestam concretamente”.
OC

30 mil jovens nas ruas de Berlim contra a «escravidão do medo»


Lisboa, 28 dez 2011 (Ecclesia) – 30 mil jovens, incluindo várias dezenas de portugueses, reúnem-se de hoje a domingo em Berlim, Alemanha, para o 34.º Encontro Europeu promovido pela comunidade ecuménica de Taizé, este ano dedicado ao tema da solidariedade.
A iniciativa conta com o apoio de Bento XVI, que endereçou uma mensagem aos participantes, convidando-os a libertarem-se da “escravidão do medo” e promoverem a “confiança”, através da fé em Cristo, para melhor responderem “aos numerosos desafios e dificuldades que têm de enfrentar os homens e as mulheres de hoje".
Na mensagem que está a ser entregue a todos os participantes, à chegada a Berlim, o prior da comunidade ecuménica de Taizé, irmão Alois, considera que a solidariedade é um “imperativo que pode unir os crentes de diferentes religiões e também os crentes e os não crentes”.
“Para que uma nova solidariedade entre os homens floresça a todos os níveis, nas famílias, comunidades, cidades, vilas e aldeias, entre países e continentes, são necessárias decisões corajosas”, frisa o religioso em carta divulgada pela comunidade localizada na França.
O texto intitulado ‘Rumo a uma nova solidariedade’ assinala que “perante a pobreza e a injustiça, algumas pessoas revoltam-se ou sentem mesmo a tentação da violência cega”, que “não pode ser uma forma de mudar as sociedades”.
O responsável salienta que é preciso “escutar os jovens que expressam a sua indignação para tentar compreender as suas motivações essenciais”.
Para o irmão Alois, “a fé não é em primeiro lugar uma adesão a algumas verdades, mas uma relação com Deus”.
“Quanto mais cresce a confiança em Deus mais o coração se alarga a tudo o que é humano, em todo o mundo, em todas as culturas, acolhendo também as ciências e as técnicas que permitem aliviar o sofrimento e desenvolver as sociedades”, acrescenta.
O programa do encontro europeu de Taizé, que se realiza anualmente entre o fim de dezembro e o início de janeiro, baseia-se nos elementos que compõem o dia a dia da comunidade, com orações, conferências sobre temas espirituais e questões atuais da sociedade.
Entre as iniciativas prevê-se um encontro com deputados do Parlamento Federal alemão, dedicado ao tema ‘Por um mundo mais justo: a política e a nossa responsabilidade como cidadãos’.
Os jovens, que realizam uma vigília pela paz à meia noite de 31 de dezembro e uma “festa dos povos” às primeiras horas do novo ano, são convidados a levar medicamentos e material médico de primeira necessidade, a serem entregues pelos monges a populações pobres da Coreia do Norte, prosseguindo a ajuda prestada pela comunidade ecuménica desde 1998.
“Esperam-se cerca de 30 000 jovens de toda a Europa e dos outros continentes para esta nova etapa da ‘Peregrinação de Confiança através da Terra’. Depois de Bruxelas, Poznan e Roterdão, a 34ª edição do encontro europeu é a resposta a um convite das Igrejas Católica e Protestante e da Câmara Municipal de Berlim”, assinala um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
O irmão Roger, falecido fundador da Comunidade de Taizé, lançou a ‘Peregrinação de Confiança através da Terra’ há mais de 30 anos para estimular os jovens a serem “portadores de paz, de confiança e de reconciliação nos locais onde vivem”.
RJM/OC

Explosão em igreja católica faz 15 mortos

Abuja, 25 dez 2011 (Ecclesia) - Uma explosão fez hoje pelo menos 15 mortos numa igreja católica, durante celebrações de Natal, nos arredores da capital da Nigéria, Abuja, disse uma fonte da equipa de socorro, acrescentando que este número deve aumentar.
Segundo a AFP, a área em redor do local da explosão tornou-se num caos após o incidente, com jovens enfurecidos a iniciarem incêndios e a ameaçar atacar uma delegação da polícia nas proximidades.
Richard Oguche, porta-voz da polícia local, indicou que a explosão aconteceu na igreja de Santa Teresa em Madalla, localidade dos arredores da capital.
Este ataque recorda uma série de atentados que, exatamente há um ano, causaram vários mortos em igrejas cristãs na Nigéria, e seguem-se a vários dias de confrontos entre o exército e militantes islâmicos do grupo Boko Haram, que atua no país.
A Nigéria, palco de conflitos étnicos e inter-religiosos, divide-se entre o norte de maioria muçulmana e o sul de maioria cristã.
Lusa/RR/OC