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Pastoral da Saúde Diocese de Setúbal




O VI Encontro Nacional de Pastoral Penitenciária


O VI Encontro Nacional de Pastoral Penitenciária será subordinado ao tema «Prisões – A Igreja Procura Respostas» e realizar-se-á nos dias 11 e 12 de Janeiro, em Fátima, Casa das Dores. Numa carta enviada aos capelães que trabalham nesta área, o coordenador nacional, Pe. João Gonçalves, sublinha que “há muitas coisas novas, quer no plano da Assistência Espiritual e Religiosa, quer no que respeita ao estatuto dos Colaboradores do Assistente, quer no campo do Voluntariado em Meio Prisional; precisamos, ainda, de informação mais aprofundada sobre a criação nas nossas Dioceses de um Departamento de Pastoral Penitenciária”.

Para além destes momentos de aprofundamento sobre a presença da Igreja no meio prisional, o Pe. João Gonçalves realça no documento que “queremos sugerir a todas as Dioceses do nosso País que criem um Departamento de Pastoral Penitenciária, integrado e dependendo da Pastoral Sócio-Caritativa da Diocese, que tenha em conta e desenvolva os sectores da Prevenção, da Prisão e da Reinserção, concretizados nas áreas Religiosa, Social e Jurídica”.

Com a divulgação do guião «Gestão do Voluntariado em Meio Prisional», pela D.G.S.P., “teremos de reformular os processos de apresentação do Voluntariado, que é preciso distinguir do grupo de Colaboradores (veja-se Decreto-lei 252/2009); teremos tempo suficiente para o diálogo sobre estas temáticas, e daremos a conhecer os pormenores da Parceria estabelecida com a Caritas Portuguesa”.

Programa
DIA 11:
9.30 - Acolhimento; Alojamento; Material
10.00 - Oração; Tema: “Pastoral Penitenciária – necessidade e urgência; Modelo de um Plano” – D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Intervalo
12.00 – Diálogo sobre o Tema; partilha de experiências; o livro “Plano para um Modelo de Pastoral Penitenciária” (Paulinas Editora).
13.00 – Almoço
14.30 – Tema: “Pastoral Penitenciária – Experiência de uma Diocese” – Pe. Pedro Fernandez Alejo, Pároco, Pastoral Penitenciária – Sevilha, Coordenador de Andaluzia, Ceuta e Melilla.
Diálogo com o Proponente
Intervalo
17.00 – Tema: “Leitura do Decreto-Lei 252/2009: Possibilidades e Limites” – Dr. Ricardo Vara Cavaleiro, Jurista; Coordenação Nacional da Pastoral Penitenciária; Área Jurídica Europa.
Diálogo com o Proponente
19.00 – Eucaristia
20.00 - Jantar

DIA 12
9.00 – Oração. - Tema: “Voluntariado em Meio Prisional – Parceria com a Cáritas Portuguesa” – Dr. José Manuel Cordeiro, Cáritas Portuguesa; Pe. João Gonçalves, Capelão Coordenador Nacional.
Diálogo com os Proponentes
Intervalo
12.00 – Sessão de Encerramento: Esclarecimentos. Congresso Europeu em Fátima (2010). Congresso Mundial nos Camarões (2011). Compromissos.
Palavra Final: D. Carlos Azevedo. Oração
13.00 – Almoço. Fim dos Trabalhos


in Agência Ecclesia

37 Missionários assassinados só no ano de 2009

A Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário, revelou que 37 agentes pastorais foram assassinados enquanto desempenhavam a sua missão nos cinco continentes, no ano de 2009. O número é praticamente o dobro em relação a 2008 (20) e o mais alto na última década.
Elenco completo - 2009:

Pe. Giuseppe Bertaina, italiano, assassinado a 16 de Janeiro em Nairobi, Quénia.
Pe. Eduardo de la Fuente Serrano, espanhol, encontrado sem vida a 14 de Fevereiro em Havana, Cuba.
Pe. Juan Gonzalo Aristizabal Isaza, assassinado a 22 de Fevereiro na localidade de Antioquia, Colômbia.
Pe. Daniel Matsela Mahula, morto a 27 de Fevereiro em Bloemhof, África do Sul.
Pe. Révocat Gahimbare, morto a 8 de Março em Karuzi, Burundi.
Pe. Gabriel Fernando Montoya Tamayo e Pe. Jesús Ariel Jiménez, assassinados a 16 de Março em La Primavera, Colômbia.
Pe. Lionel Sham, morto a 17 de Março em Mohlakeng, África do Sul.
Pe. Ramiro Ludeña, espanhol, assassinado a 20 de Março no Recife, nordeste do Brasil.
Pe. Lorenzo Rosebaugh, norte-americano, assassinado a 18 de Maio em Alta Verapaz, Guatemala.
Pe. Ernst Plöchl, austríaco, encontrado sem vida a 31 de Maio na Província do Cabo, África do Sul.
Jorge Humberto Echeverri Garro, professor, morto a 11 de Junho em Panama di Arauca, Colômbia
Pe. Habacuc Hernández Benítez, e os seminaristas Eduardo Oregón Benítez e Silvestre González Cambrón, assassinados em Guerrero, México.
Pe. Gisley Azevedo Gomes, encontrado sem vida a 16 de Junho, próximo de Brasília.
Pe. Mariano Arroyo Merino, espanhol, morto a 13 de Julho em Havana, Cuba.
Ricky Agusa Sukaka, membro da Cáritas, assassinado a 15 de Julho em Kivu norte, República Democrática do Congo.
Pe. James Mukalel, assassinado no estado de Karnataka, Índia, a 29 de Julho.
Pe. Leopoldo Cruz, encontrado sem vida a 24 de Agosto em El Salvador.
Pe. Cecilio Lucero, assassinado a 6 de Setembro na província de Samar norte, Filipinas.
Pe. Ruggero Ruvoletto, italiano, assassinado a 19 de Setembro em Manaus, Brasil.
Pe. Evaldo Martiol, assassinado em Santa Catarina, Brasil, a 26 de Setembro.
Pe. Oscar Danilo Cardozo Ossa, assassinado em Villavicencio, Colômbia, a 27 de Setembro.
William Quijano, da Comunidade de Santo Egídio, assassinado a 28 de Setembro em El Salvador.
Pe. Ed Hinds, encontrado sem vida a 24 de Outubro, em Newark, EUA.
Pe. Louis Jousseaume, assassinado a 26 de Outubro em Egletons, França.
Ir. Marguerite Bartz, encontrada sem vida a 1 de Novembro no Novo México, EUA.
Pe. Hidalberto Henrique Guimarães, assassinado a 7 de Novembro em Maceió, Brasil.
Pe. Miguel Angel Hernandez, guatemalteco, assassinado a 8 de Novembro em Ocotepeque, Honduras.
Pe. Jean Gaston Buli, assassinado na noite de 9 para 10 de Novembro, em Ituri, R. D. Congo.
Pe. Daniel Cizimya Nakamaga, assassinado a 6 de Dezembro em Bukavu, R. D. Congo.
Pe. Louis Blondel, francês, assassinado na noite de 6 para 7 de Dezembro em Pretoria, África do Sul.
Ir. Denise Kahambu Muhayirwa, assassinada a 7 de Dezembro em Kabare, R. D. Congo.
Pe. Jeremiah Roche, irlandês, morto na noite de 10 para 11 de Dezembro em Nairobi, Quénia.
Pe. Alvino Broering, assassinado a 14 de Dezembro em Santa Catarina, Brasil.
Pe. Emiro Jaramillo Cardenas, morto a 20 de Dezembro em Santa Rosa de Osos, Colômbia.

Cartão de Natal-Capelania do Hospital do Barreiro


O MENINO CRESCEU

Ventos de esperança varrem os caminhos da Galileia
Uma voz se faz ouvir: “Chegou o Reino da Verdade
A libertação dos pobres e oprimidos”.
É Jesus de Nazaré que encanta as multidões
- Cegos, coxos, surdos, doentes, todos á sua volta!
Enviado às ovelhas desesperadas e perdidas
Come com pecadores e estrangeiros,
Homem livre, sua única lei é amar!

Confunde sábios, ricos e hipócritas
Para quem as portas do reino se fecham,
Mas louva o Pai pelos pequenos e humildes
Que o escutam e lhe abrem o coração.

Desafia leis injustas, crimes e mentiras
Acusado de subversivo e incómodo, é crucificado,
Mas o Pai, lá do Céu, da morte o fez ressuscitar!

Todos vós que chorais sem luz nem esperança
Secai vossas lágrimas, enchei os corações de alegria
Glória a Deus nas alturas, o Menino cresceu!

Feliz natal
A Capelania do HNSR

Padre Luis Archer: "A bioética é o amor da vida"


Padre Luís Archer, cientista: “A bioética é o amor da vida” 20 Dez. 2009

“A bioética é o amor da vida e como qualquer ciência deve ser discutida e posta em causa, porque sem discussão não há bioética”. Foi desta forma que o padre Luís Archer, cientista, abordou um dos pontos da encíclica ‘Caritas in veritate’, a bioética. À VOZ DA VERDADE, este sacerdote jesuíta deixa ainda a porta aberta a um diálogo e cooperação entre a ciência e a fé.

Leia mais em: http://www.jornalw.org/

Grupo de trabalho inter-religioso vai acompanhar regulamentação da assistência espiritual nos hospitais


Ministra da Saúde reconhece que novo ordenamento legal implica «mudança muito grande» na prática dos estabelecimentos hospitalares
A constituição de um grupo de trabalho inter-religioso, para acompanhar a aplicação do decreto-lei que regulamenta a assistência espiritual nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, será um dos elementos da declaração final do encontro entre representantes de vários credos que decorreu esta Terça-feira em Lisboa.

O documento vai igualmente prever a criação de um manual para assistência religiosa, que será difundido em grande escala.

Durante a reunião, que decorreu na Universidade Católica, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, concordou na necessidade de acompanhar a implementação da lei, aspecto referido por grande parte dos representantes que participaram no encontro.

Ana Jorge considerou que o novo ordenamento legal “implica uma mudança muito grande na prática de muitas instituições”, pelo que é necessário antecipar as especificidades de cada credo, evitando que pequenos problemas se transformem em grandes obstáculos à assistência religiosa nos hospitais.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, o acompanhamento espiritual “não é o jogo do ganha ou perde”, mas "um serviço ao maior bem da pessoa, no respeito pela sua identidade”.

O coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, Mons. Feytor Pinto, sublinhou que a tolerância, a convivência, o diálogo e a solidariedade são factores sem os quais “a sociedade plural não funciona”. Neste sentido, “a Igreja Católica está empenhada num são ecumenismo e diálogo inter-religioso”.

Em todas as religiões, “a grande preocupação é sempre a da espiritualidade”, que “é um elemento com dimensão clínica”, acrescentou Mons. Feytor Pinto.

O coordenador nacional das Capelanias Hospitalares, Pe. José Nuno, testemunhou “o empenho colocado pela senhora ministra da Saúde em estar neste encontro” e agradeceu “aos meus irmãos de outros credos que estão presentes”.

“Ao longo destes anos trabalhámos para tornar possível este decreto-lei”, que, apesar de ainda ser insuficiente, “oferece um horizonte novo às religiões”, afirmou o responsável.

Durante este processo, a Igreja procurou "defender o sistema de saúde de opções ideológicas redutoras”, contribuindo para a “aprendizagem de uma laicidade positiva”, observou o Pe. José Nuno.

A maior parte dos representantes dos credos religiosos reconheceu que, antes do novo ordenamento jurídico, nunca houve impedimentos insuperáveis no contacto com os doentes nas unidades hospitalares.

O delegado da comunidade islâmica, Abdool Vakil, assegurou que “antes desta lei nunca foi dificultado o acesso dos muçulmanos aos hospitais”. Por seu lado, o hindu Ashok Hansraj disse que “o bom senso sempre prevaleceu”.

O bispo Fernando Soares, da Igreja Lusitana, assinalou que "durante muitos anos, no Hospital de São João, no Porto, foi criado um espírito de grande participação entre diversas comunidades religiosas, particularmente as cristãs”.

O representante do Conselho Português das Igrejas Cristãs afirmou igualmente que “é a partir da relação da compreensão ecuménica que se criam as condições para que outros passos se possam dar no futuro”. “Estamos aqui para servir”, concluiu.

Apesar das facilidades encontradas pela maioria dos credos no acesso aos doentes, nem sempre foi possível prestar a assistência espiritual, problema que, com o novo decreto-lei, os representantes das confissões religiosas esperam ver resolvido.

O Pe. Alexandre Bonito, da Igreja Ortodoxa Grega, explicou que a sua comunidade prestava assistência aos doentes “de forma pessoal e não regulamentada, o que criava alguns obstáculos”. “Era um clandestino e hoje passei à legalidade”, disse.

O presidente da Aliança Evangélica Portuguesa, Pastor Jorge Humberto, mencionou que era “bastante desagradável” viver na “clandestinidade” e à mercê “do humor do segurança” do hospital.

As próximas etapas consistem na regulamentação da lei, atendendo, nomeadamente, aos preceitos alimentares das religiões, aspecto que foi mencionado pelas comunidades muçulmana, judaica e hindu. O Pe. Alexandre Bonito acrescentou que importa investir na formação dos voluntários.

in Agência Ecclesia

Assistência religiosa em debate, dia 15 de Dezembro em Lisboa

A Coordenação Nacional das Capelanias Hospitalares da Igreja Católica convidou outras entidades religiosas para um encontro onde se estudará as implicações do Decreto-Lei que regulamenta a assistência espiritual e religiosa nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde.

O encontro decorre no dia 15 de Dezembro, na Universidade Católica, em Lisboa, e contará com a Ministra da Saúde na abertura dos trabalhos e com Mário Soares, Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa.

O Pe. José Nuno, coordenador nacional, considera que a iniciativa “pode revestir-se de grande significado a reflexão a fazer conjuntamente, que nos aproximará mais de um futuro de diálogo e tolerância assentes no conhecimento recíproco e no respeito pela identidade de cada Credo”.

Bispo de Vila Real, a euforia de viver de um transplantado

Após o transplante do coração, D. Joaquim Gonçalves sente “uma certa euforia de viver” porque o libertou de problemas “cardíacos graves”. Antes da operação, a administração dos medicamentos tinha o intuito de evitar que a doença se agravasse. Agora “faço a mesma coisa para conservar a saúde que consegui” – disse à Agência ECCLESIA o bispo de Vila Real.

Naquele período de espera do órgão (cerca de mês e meio) que lhe salvou a vida, o prelado pensou várias vezes na morte. Tanto em Gaia, como em Coimbra “coloquei a hipótese da morte com muita nitidez” – esclareceu. E adianta: “foi tema de conversa com Deus”. Naquele diálogo com Deus – “essa parte íntima é muito difícil de transmitir para uma reportagem jornalística” – D. Joaquim Gonçalves recorda que a temática da “consciência da vida como dom” foi objecto da conversa.

O transplante não é uma questão entre um coração que vem ou que não vem. “É entre uma pessoa que morreu ou vai morrer, entre mim próprio e também com Deus” – sublinhou D. Joaquim Gonçalves. Bispo de Vila Real desde 1991, o transplantado recebeu o novo órgão aos 71 anos de idade.

Com as lágrimas nos olhos, o bispo de Vila Real fala deste episódio com alguma emoção. “É inevitável porque o transplante mexeu com toda a estrutura psicológica, cultural e social”. No período que antecedeu a operação salvadora, D. Joaquim Gonçalves sabia que muitas pessoas rezavam para que o órgão aparecesse. “Cheguei a ter pena deles porque se o coração não aparecesse ficariam frustrados”. Com a voz trémula relata: “tive o sentimento do sofrimento que iriam ter se, nos caminhos de Deus, não corresse como correu”. Quando recorda o acontecimento “não deixo de me emocionar”.

Quando os acontecimentos com alguma emoção surgem na vida do prelado de Trás-os-Montes “tenho de escrevê-los” porque se tal não acontecer “fico com a impressão de estar entupido”. Após a emoção de ter recebido um coração novo, «O outro Jonas» - “a simbólica bíblica que utilizei para exprimir os trambolhões que dei nos hospitais – nasceu da pena do Bispo de Vila Real. Um livro editado pela Gráfica de Coimbra e que serve também para comemorar as Bodas de Ouro Sacerdotais, a celebrar no próximo ano.

Antes de ir para o hospital, D. Joaquim Gonçalves revive alguns momentos. Uma semana antes, escreveu uma carta a um padre que celebrava 60 anos de sacerdócio. Uma missiva “amiga e muito afectiva” que provocou uma “enorme alegria a esse padre”. No dia que ele celebrou essa data “tive um colapso e fiquei em estado de coma”. Foi o último texto que “escrevi antes desta odisseia”.

Ao dar o seu testemunho no XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde – subordinado ao tema «Transplantes de órgãos – doação para a vida» - D. Joaquim Gonçalves disse aos participantes que “um transplante não é um acto biológico porque é sempre vivido por alguém e tem uma componente afectiva”.
in Agência Ecclesia